Pensamentos: Verdades Essenciais, parte 2

8 de julho de 2013 Deixe um comentário

Parte 2

Bem, continuemos. Tudo é uma ilusão. Até o momento somente o fato de pensarmos trás à tona uma verdade. Claro, ainda existe a possibilidade de escolher uma das possíveis verdades: existência de Deus, matéria, consciência/alma. Basta uma delas. (Estou sendo econômico aqui e espero que o uso de uma única palavra para cada caso não gere confusões.)

Porém, se tudo é ilusão como é possível que dois seres distintos concordem em tantas coisas que observam com seus falsos sentidos? (Concordamos a descrição física do mundo ao nosso redor). Justifiquemos um pouco mais a indagação… se tudo é uma ilusão, o que poderia garantir que dois seres distintos não veriam ilusões distintas? Não seria, deste ponto de vista, uma enorme coincidência que concordemos? Oras, lembremos que não concordamos em tudo! Certamente não ocorrerá uma concordância quanto à observação de cores por pessoas ‘comuns’ e pessoas daltônicas.

Não consigo crer que seria algo aleatório. As diferenças seriam incrivelmente maiores… Poderiam existir situações em que eu tenho consciência da existência de uma parede e sou por ela barrado e, ao mesmo tempo, outra pessoa não teria consciência da existência da parede e não seria por ela barrada.

É necessário uma justificativa maior….

A primeira suposição, deverás simples, é que as coisas ao nosso redor de fato existem. Não as percebemos necessariamente do mesmo modo e não as vemos tais como são verdadeiramente. Porém, elas existem de fato. O banco onde estou sentado de fato existe, mas posso estar errado em relação ao modo como o percebo. Esta primeira ideia simplesmente nos devolve as coisas, elas deixam de ser pura ilusão. Não estamos perdidos em um espaço vazio onde tudo é ilusão. Estamos em um espaço preenchido por coisas, somente não temos a capacidade de perceber como as coisas são de fato.

Seguindo esta linha, as leis da física tornam-se nossos olhos para a investigação. Não que a física tal como formulada atualmente descreva perfeitamente as coisas tais como são. Mas a física é a possibilidade que temos de ver além dos sentidos e fundamentados em algo racional.

     As coisas existem. Não as percebemos tais como são. A física dá-nos olhos para a realidade.

Podemos perceber logo uma segunda suposição, bem inconveniente por sinal: as coisas todas continuam como ilusão. Porém, é uma ilusão bem montada. Existe algo externo a cada um de nós e superior a cada um de nós que orquestra para que vejamos ilusões essencialmente verdadeiras. Isto é, uma ilusão padrão é criada, esta ilusão padrão é exatamente o mundo real da primeira suposição. Cada consciência, porém, tem a ilusão padrão e algumas ilusões pessoais que a complementam a seu modo.

     As coisas não existem. Existe algo superior que manipula nossa consciência. A física simplesmente analisa esta ilusão e não acessa a realidade.

Por fim, podemos supor que tudo ao nosso redor é somente ilusão da nossa própria mente. Observemos aqui que estou sendo extremista. Até as outras consciências que não a sua própria são agora tomadas como ilusão. Deste modo existe um ser que está completamente solitário e que cria toda uma ‘realidade’ ao redor. Todos que não forem este ser completamente solitário são somente uma ilusão. Todas as coisas são somente uma ilusão. E, então, não existe a idéia de uma ‘coincidência’. Afinal, somente uma ilusão esta presente! A física descreverá a ilusão do próprio ser. Segundo este modo de ver teremos que tudo ao redor é simplesmente reflexo de sua própria consciência. Uma mudança de consciência gera uma mudança de realidade… Eleva-se a importância da consciência.

     Nada existe. Nem outras consciências. A vida ao redor é reflexo da própria consciência do ser. O ser é único e solitário.

Aqui sou inclinado, talvez por praticidade, a simplesmente aceitar a primeira suposição: as coisas existem. Porém, não consigo descartar as outras duas possibilidades…

CategoriasSem categoria

Pensamentos: Verdades Essenciais, parte 1

7 de julho de 2013 Deixe um comentário

O motivo que me faz investigar primeiro as verdades essenciais antes de qualquer coisa é que, de certo modo, o método qual buscarei utilizar já esta aproximadamente fixado na minha mente devido à minha formação como físico. Claro, talvez seja necessário uma desconstrução deste método para que sejam feitas análises primeiras.

 

Outro motivo é minha recente leitura de Descartes. Não gostei tanto dos seus escritos, de tal modo que abandonei a leitura. Reconheço, porém, seu valor e vi grandes coisas em alguns pequenos trechos. Quem já o leu encontrará na minha investigação das verdades essenciais algo que poderia ser visto como uma leitura a respeito. Sinto-me, de certo modo, chateado com isto. O motivo é que não sei se concordaria com Descartes caso não o tivesse lido. Será que, por conta própria, teria chegado à mesma conclusão? Sem me alongar mais, iniciarei a investigação.

 

Nós, seres humanos, temos contato com o mundo exterior através dos nossos sentidos. Mas, o que são nossos sentidos? Os estudos no campo da ciência mostram que todas as sensações e percepções nossas são somente pulsos no cérebro. Estou sendo simplório aqui mas não creio existir problema quanto a isto. Percebamos que a nossa percepção das coisas ao nosso redor pode ser completamente incorreta. Afinal, depende dos nossos dispositivos de percepção. O que garante que eles percebem tudo? De fato, não percebemos tudo. Somente vemos pequena parte do espectro de luz.

 

Não me parece incorreto dizer logo que tudo que percebemos ao nosso redor é falso. Não temos noção real do que acontece. Se isto é falso, se o que o percebemos pelos sentidos é falso. O que pode ser verdadeiro?

 

Bem, existe algo que aparenta ser verdadeiro: pensamos. Todo o processo de investigação parece ser verdadeiro. Podemos adotar então a máxima de Descartes: “Penso, logo existo”. Dando vazão à idéia de que o pensamento é algo verdadeiro e é a presença do pensamento no ser que garante a sua existência. Garante no sentido de que, caso não pensássemos, não teríamos consciência da nossa existência. Temos também o sentido inverso aqui presente. Pois, caso não existíssemos não teríamos como nem ao menos pensar. Não falo aqui da existência do corpo. Mas da existência de algo qual permita nosso pensamento.

 

A primeira verdade é então essa: pensamos. E, podemos convenientemente mantermos do a máxima de Descartes.

 

Porém, podemos analisar um pouco mais e tentar questionar a veracidade de nossa afirmação. Seria possível o nosso pensamento não ser verdadeiro? Seria possível nossa consciência fosse somente uma ilusão?

 

Oras, tal como podemos escrever um livro e descrever os pensamentos dos personagens quais estão presos dentro da história não poderíamos nós sermos fruto do pensamento de um ente superior? Superior no sentido de ser mais verdadeiro do que nos mesmo e sermos somente fruto dos pensamentos dele. Como poderíamos saber? Bem, caso isto seja de fato, teremos outra verdade:

- Existe algo superior a mim que é verdadeiro. Eu, por conta própria, não tenho existência. Minha consciência, por conta própria, não garante minha existência. Existo tão somente enquanto este ente superior assim o desejar. Sou fruto dos seus pensamentos.

 

O detalhe é que, a existência dos nossos pensamentos parece garantir a existência de algo. Em primeiro ponto a existência de nós mesmo, seguindo Descartes. Em segundo ponto, caso o primeiro seja falso, a existência de algo externo a nós e superior a nós do qual somos frutos.

 

Uma outra possibilidade que não entra no nosso segundo ponto mas resolve o caso do primeiro ponto ser falso é que nossa consciência é produto de meras reações do nosso corpo material. Isto é, nossos pensamentos e sentimentos são produtos de reações eletro-químicas no nosso corpo. De qualquer modo, esta nova possibilidade abre-nos para outra possível verdade: o corpo humano existe.

 

Temos, aqui, três possíveis verdades diretamente associadas à existência do nosso pensamento:

1 – Pensamos e portanto existimos. Não como uma existência necessariamente material. Mas garante-se uma existência não necessariamente material.

2 – Nosso pensamento é fruto de uma consciência superior. Portanto nem nossa existência material nem nossa existência não-material esta garantida. Tudo que se garante é que existe um ente superior a nós ao qual devemos nossa existência, mesmo que ilusória.

3 – Nosso pensamento é fruto de reações eletro-químicas do nosso corpo e não algo independente. Garante-se assim a existência do corpo material. Apesar de não existir nenhuma garantia de que existe um corpo não-material.

 

Temos três possíveis verdades. Elas são por si só independentes. Não é necessário que todas sejam verdades, apenas que uma seja verdade. Porém, podemos também unificar estas possíveis-verdades e criar uma possibilidade interessante…

 

- Antes de tudo, pensamos. Nossa consciência é independente e existe como algo não-material. Porém, conecta-se com o nosso corpo através das reações eletro-químicas e, a existência desta ideia supõe claramente a existência do corpo. Somos, então, seres com um corpo material e com algo não-material independente do corpo. Além disto, devemos nossa existência e consciência – qual é independente por si só – a um ente a nos superior e que sem o qual não teríamos existência.

 

Surpreendo-me com esta concepção. Claro, minha ultima condensação não tem nenhuma garantia de verdade. Ou, pelo menos, se existe não a percebo. Aceito como verdade absoluta que uma das três possíveis-verdades listadas é de fato verdadeira. Porém, sinto-me inclinado a aceitar que a condensação é também verdadeira:

 

Existe um corpo, existe uma alma, existe algo superior que convém chamar de Deus.

Será que o “sentir-se inclinado a aceitar” demonstra que algo é, de fato, verdadeiro? Este é um argumento que parece fugir da razão pura e não poderá ser adotado. Às vezes o sentir como certo pode de fato acompanhar a verdade, mas isto não é uma garantia.

CategoriasMinha Filosofia

Pensamentos: Ponto Primeiro

6 de julho de 2013 Deixe um comentário

É demasiado complicado criar o ponto inicial.

Quais são as questões básicas que nos fazem iniciar um trabalho de investigação qual leve ao desenvolvimento de um conhecimento filosófico, científico e sociológico?

Todas estas atividades indagativas buscam, em essência, o mesmo objetivo-último: maior conhecimento sobre nós e as coisas ao nosso redor.

Isto dito, abre-nos porta para melhor investigar. Antes da investigação em si percebe-se a necessidade de um método.

0) Qual o método a ser adotado para investigar as coisas e verificar sua veracidade?

Além desta clara pergunta sobre o método em si, qual deverá ser respondida, surgem as questões primeiras sobre o conhecimento em si.

1) O que é conhecimento?

2) Por que buscar o conhecimento?

Após estas questões primeiras surgem as primeiras perguntas de investigação:

3) O que somos nós?

4) O que são as coisas ao nosso redor?

Com a formulação do método buscaremos uma investigação das coisas e uma busca de verdades. Venho aqui com mais uma pergunta:

5) Quais são as verdades essenciais?

CategoriasMinha Filosofia

Os imortais

6 de julho de 2013 Deixe um comentário

Às vezes paro e penso na vida.

Penso nas pessoas, na curta vida que temos. Lembro dos que louvam, dos que são louvados, dos que não estão nem ai.

Chego a me perguntar se alguém é importante, se todos são importantes, se a pergunta é inútil.

E lembro dos incomparáveis, os imortais da ciência, os imortais da história. Aqueles que passados séculos mantém-se vivos nos livros atuais. Aqueles que passarão séculos e não serão esquecidos.

Existe realmente algo que se compare a isto? As tantas ‘estrelas’ que insistem em aparecer na mídia realmente tem fama se comparadas a eles? Os auto-denominados ‘imortais’ por entrarem na academia o são tantos quanto eles?

E eis a beleza da ciência que guarda os nomes dos que tanto suaram para construí-la. Que sempre transmitirá parte da grandeza dos imortais.

Que’me derá conhecer um imortal, que’me derá ser um imortal.

CategoriasDias Cotidianos

Tremores no Universo, Ondas Gravitacionais

3 de abril de 2010 1 comentário
Simples assim, o tecido do universo não fica lá ‘paradão’ o tempo todo, por causa de alguns eventos astronômicos são criadas ondas gravitacionais. Estas ondas simplesmente “comunicam” para o resto do espaço algumas alterações gravitacionais bruscas que trariam efeitos interessantes.. como repentinamente aumentar ou diminuir a aceleração gravitacional ou modificar o tamanho das coisas. Não que seja possível perceber estas alterações com facilidade. Afinal, as ondas gravitacionais não são tão fortes assim. E até os eventos mais “catastroficos”, como as colisões de buracos-negros, criariam ondas cujo efeito poderia ser uma contração/esticamento de apenas 10-18 metros! Mas por que as ondas gravitacionais são tão fracas? Detalhe, as ondas gravitacionais Nunca foram observadas diretamente. Um dos grupos de pesquisadores com objetivo de encontrá-las utiliza uma aparelho já bem conhecido, um interferômetro. A diferença para os antigos aparelhos é a sua imensa precisão. Este é o grupo do LIGO. O imenso interferômetro montado tem forma de L e seus dois braços tem uma extensão de 4km.
A idéia de ondas gravitacionais foi proposta por Einstein em 1915 como consequência da sua Teoria da Relatividade Geral. E, em fato, é um efeito intimamente ligado com o motivo de ter sido elaborada a TRG. Vejamos o porquê disto… Na elaboração da Teoria da Relatividade Especial (ou restrita) Einstein postula que a velocidade da luz é a maior velocidade possível na natureza. Ou seja, nada pode ser mais rápido do que a luz. (exceto um jegue que um colega meu viu em Tucano-BA, mas não entrarei neste assunto) Porém, esta visão era incompativel com um conceito dado como certa a mais de um século. A força da gravidade. Por que a incompatibilidade? Oras, segundo os conceitos da gravitação, a força de atração gravitacional aparece instantaneamente com o corpo que a gera. Veja agora o problema… Se repentinamente o sol sumisse, segundo a visão Newtoniana da gravidade, o efeito gravitacional cessaria imediatamente e a Terra assumiria um trajeto retilineo com velocidade uniforme. Situação demonstrada na sequência de imagens abaixo.

Porém, o brilho do sol demora 8 minutos para chegar à Terra, caso o efeito fosse instantaneo seria dizer que o efeito gravitacional foi transmitido mais rapidamente do que a luz. O que vai contra o postulado básico da TRE de que nada pode ser transmitido mais velozmente do que c, a velocidade da luz. A partir deste problema de incompatibilidade entre a gravitação e a relatividade restrista, Albert Einstein elaborou uma nova visão do universo. Surgiu a Teoria Geral da Relatividade, onde a gravidade não era mais algo que agia por motivos misteriosos mas sim uma consequência direta da curvatura do espaço-tempo. E este é um conceito dificil para mutias pessoas captarem: a curvatura do espaço-tempo. É simplesmente uma modificação no ‘tecido do universo’. As duas imagens a seguir devem ajudar a compreender a idéia:

A primeira figura mostra o espaço-tempo “tranquilo”, sem perturbações pois não há matéria. A segunda figura mostra a contração gerada no espaço tempo pela presença de matéria. A idéia é basicamente esta. Com este novo modelo Einstein descobriu (atraves de equações) que a velocidade de propagaçaõ das ondas gravitacionais seria igual à velocidade da luz. O que resolve o problema, entre TRE e gravidade, e “destroi” a mecânica newtoniana. Mas, o que as ondas gravitacionais tem haver com isso? Simples. Todas as mudanças no ‘tecido’ do espaço-tempo são comunicadas através de ondas gravitacionais, ao invés de serem instantaneas. Veja como ficaria então a situação meramente hipotetica do Sol desaparecer, utilizando do modelo einsteiniano

Por fim, deixo aos interessados uma pequena lista de reprodução (5 vídeos sobre ondas gravitacionais, todos em inglês)

originalmente postado no Ciência de 1 a 5, por mim mesmo.

CategoriasCiência

Fotos de Amador Impressionam a NASA

28 de março de 2010 Deixe um comentário

BBC

Vídeo no Youtube: http://www.youtube.com/watch?v=SKTaOP1HMf4

O cientista amador britânico Robert Harrison tirou fotografias da curvatura da Terra que impressionaram até os técnicos da Nasa (agência espacial americana).

Harrison usou uma câmera barata, que lançou ao céu dentro de uma caixa de isopor amarrada a um balão. Um dispositivo eletrônico ajudou o entusiasta de astronomia a localizar a câmera.

Com a altitude, o balão estourou e Harrison recuperou a câmera e as fotos.

Ele disse que o projeto custou o equivalente a US$ 700.

Mais informações no artigo da BBC em inglês: Yorkshire space enthusiast records Earth using ballon

Sobre a Teoria Final…

17 de março de 2010 Deixe um comentário

Recentemente Marcelo Gleiser lançou um novo livro (A Criação Imperfeita), cujo tema vai de encontro com toda uma idéia quase mítica que envolve a ciência, particularmente a física.

Gleiser trás a tona a pergunta de se é realmente necessária uma teoria final, uma teoria do tudo, uma teoria única e perfeita que explique todo o universo.

A busca por uma perfeição no modo como se explica as coisas vêm desde os pitagoricos com seus sagrados números inteiros e figuras geometricas perfeitas. A busca por perfeição e ordem esteve sumariamente relacionada com grandes cientistas no decorrer da história. A idéia de que o círculo era a trajetória perfeita, a suposição de que as esferas celestes se comportariam harmoniozamente formando uma música das estrelas, … e então a busca assume uma forma um pouco mais definida quando Einstein começa a tentar criar uma última teoria, que seria a magna opus. Ele a chamava de Teoria do Tudo, deveria ser uma teoria que pudesse explicar tudo o que existia universo. Como se sabe, ele não conseguiu.

Mas esta primeira faísca da busca pela teoria final não ficou apenas como uma faísca. Cientistas começaram a ter idéias diferentes sobre o modo de entender o tudo, de modo que surgiu aos poucos a chamada Teoria das Supercordas, ou somente Teoria das Cordas. Muito foi desenvolvido sobre o assunto, muitos se interessaram pelo assunto. E então a busca pela perfeição, que acompanhou a humanidade por tanto tempo, parecia ser de alcançar. Em fato, ainda parece, apenas a teoria sofreu grandes alterações de modo a agora ser conhecida como Teoria-M. Não abordarei sobre estas teorias aqui, mas basta pesquisar na internet para ter boas noções.

O importante é que agora, em meio à busca quase alucinante, é publicado um livro que oferece um outro ponto de vista. Gleiser parece afirmar que talvez as coisas não sejam tão perfeitas como queremos acreditar. Que a imperfeição do universo não é algo ruim.

Isto me lembra os pensamentos orientais. Afinal, fomos ‘nós’ ocidentais que criamos está idéia de que deve existir uma perfeição, uma beleza, uma regularidade no tudo. E, ainda assim, a perfeição e beleza são conceitos inexatos; como classificar o que é perfeito e o que é belo? Parece algo muito pessoal, mas no caso cultural grande parte acreditaria que o belo é o regular. Tal como o pitagóricos, a nossa sociedade crê que o perfeito e belo deveria ter propriedades como a simetria, a regularidade, coisas do tipo. Os orientais, de outro modo, não se preocupavam muito com esta idéia. Tanto que os antigos chineses renovavam constantemente sua matemática por não acharem que ela pudesse demonstrar com exatidão toda a extensão da realidade tal como ela realmente era.

Gleiser parece trazer uma idéia similar. Não com o objetivo de remover o incentivo dos que buscam a teoria do tudo, mas com o objetivo de abrir as mentes para o detalhe de que as coisas não precisam ser perfeitamente perfeitas.

CategoriasCiência Tags:
Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 102 outros seguidores